Napoleão Coste

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Nascido em 25 de junho de 1806, no departamento de Doubs, França, Napoleão Coste
era filho de um oficial do exército de Napoleão Bonaparte. Destinado à carreira
militar foi, no entanto, impedido de segui-la por uma doença que o deixou
debilitado. Sua mãe, amadora entusiasta do violão, fez com que ele aprendesse a
tocar desde os seis anos de idade. Coste, vendo frustradas suas aspirações
militares, dedicou-se com afinco aos estudos violonísticos e aos 18 anos de idade,
já dava aulas de violão em Valenciennes, para onde se mudou com sua família.
Apresenta-se em duo com o violonista e compositor italiano Luis Sagrini e em 1830
já figura como solista em alguns recitais em Paris, cidade onde viveu, no Faubourg
Saint Germain. Só em 1840, porém, consegue o reconhecimento do público parisiense.
Em Paris conhece Sor, Aguado, Carcassi e Carulli. Esses grandes músicos fazem
redobrar no jovem Coste o gosto pelo violão e sua música. Dedica-se ao estudo da
composição e, embora haja quem diga ter o próprio Sor sido seu mestre, não há dados
seguros que permitam identificar este ou aquele nome como sendo seu orientador. O
certo é que seu aproveitamento foi tão grande que começou a produzir e a publicar
suas músicas já com o sucesso e a aceitação de um autor experiente. Em 1856
conquista o segundo prêmio num concurso de composição para violão organizado por
Macaroff, um nobre russo amador do instrumento. Napoleão Coste faleceu em Paris em
1888, com 82 anos.
As composições de Coste são notáveis pela sua fatura correta e pela sua adequação
ao instrumento. Existiu certa confusão com um método publicado como sendo de
autoria de Fernando Sor mas que, de Sor, na verdade, só tem os célebres 26 estudos,
que embora estejam entre as melhores composições feitas para violão em todos os
tempos não constituem, obviamente, um método. As edições sucessivas da obra bem
pouco contribuíram para aclamar o mal entendido que, no entanto, pode ser
esclarecido através de leitura cuidadosa do texto. Conta com uma introdução de
Coste em que, depois de algumas linhas sobre o passado de glórias do instrumento, é
citada uma dedicatória de Robert de Visée ao rei Luis XIV. Coste foi o primeiro a
transcrever e a publicar as composições de Robert de Visée, inaugurando um ciclo de
interesse pela música de violão do século XVII que perdura até nossos dias.
Coste deixou também uma coletânea de 26 estudos, que se tornaram clássicos por
reunirem à utilidade prática de estudos a beleza perene das grandes composições
musicais. São até hoje, e continuarão a sê-lo por muito tempo, indispensáveis a
quem quer que deseje aprofundar-se no estudo do instrumento. Destacamos o estudo nº
20 e o nº 22, este último encerrando o caráter de verdadeiro vestibular para os que
pretendem galgar o nível superior da técnica violonística.
 

 

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