O Violão no Período Colonial e no Império - I

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Em São Paulo, o provável surgimento do violão se deu junto com os jesuítas durante
os primeiros anos da colonização.

Embora existam divergências quanto ao instrumento usado pelos jesuítas na sua
catequização, acreditamos que esteve presente. Se não foi o único instrumento
certamente fez parte da bagagem dos vários instrumentos trazidos pelos jesuítas.
Conforme levantamento histórico realizado por José Ramos Tinhorão, “todos os exemplos
de cantigas urbanas entoadas a solo por aqueles inícios do século XVI revelam em
comum o acompanhamento ao som de viola.” 

Convém lembrar que, durante o século XVI, ainda não existia o violão propriamente
dito, ou seja, como nós conhecemos hoje em dia. Naquela época seus ancestrais -
a viola, a vihuela e o alaúde - eram os instrumentos mais populares. É dessa época
também o surgimento de violas mais simples que seriam chamadas de “guitarras”.
Essas guitarras que hoje chamamos de violão.
Essa popularização se deu junto ao povo paulistano ao longo de todo os séculos XVI
e XVII. Já no final do século XVI, quando Portugal passou para o domínio da Espanha,
a cidade de São Paulo, está falando - ao lado da chamada ‘língua geral’, um
português corrompido pelo castelhano. Segundo observou Rugendas quando da sua viagem
à São Paulo, havia muita contribuição do sangue espanhol aos costumes da população
da cidade. Entre eles a apreciação a música, a dança e a conversação.

Esta apreciação tornava o gostos paulistanos diferentes das demais cidades
brasileiras. Já registrava-se naquela época o gosto pelos jogos nas maiores cidades
como o Rio de Janeiro, Recife e Salvador.

As referências bibliográficas deste texto podem ser encontradas no trabalho
completo disponível em nossa página "Empório",
"O Violão Paulistano na Década de 30" de Cláudio Sant´Ana.
 

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