O Violão na década de 30 - I

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Ao longo da década de trinta, o violão participa ativamente de um dos maiores
fenômenos da música e da cultura paulista e nacional. O Rádio, juntamente com o
disco, transforma não somente os meios de comunicação como a vida das pessoas ao
longo da década de trinta.
Conforme vimos nos capítulos anteriores, ao longo das primeiras décadas deste século
o violão esteve presente nas gravações dos grandes sucessos musicais. Esteve presente
também nas rádios e nos cinemas.
Podemos afirmar que o rádio é o responsável pela padronização das classes sociais. Se,
conforme afirmamos anteriormente, eram distintos os gostos musicais entre as classes
mais abastadas e as mais humildes (reconhecida através do instrumento utilizado), após
a ascensão do rádio estas classes se transformam em um só público: o ouvinte.
É ao longo da década de trinta que o samba e a marchinha se tornam um dos gêneros mais
gravados até então: 32,45% do repertório registrado em disco. O rádio favorece a partir
de então o sucesso da música cantada em detrimento da música instrumental cada vez
menos gravada.
Após o surgimento das primeiras rádios como a Rádio Educadora Paulista (que depois
viria a se chamar Gazeta) e a Rádio São Paulo em 1924, surgem as rádios Record e
Piratininga em 1931 e a Rádio Cosmos em 1933.
O mercado de trabalho dos violonistas da cidade eram, desde as primeiras décadas deste
século os bares e cafés. Os músicos tinham certa preferência por tocar nesses
ambientes por favorecer a execução de sua música para um público mais receptivo.
O cantar e violonista Paraguassú, freqüentou por vários anos estes cafés conhecidos
como Cafés Cantante ou Cafés Concertos. Ele comenta:
"Naquela época todos os cafés (...) tinham um pequeno conjunto: um violão, um
bandolim, uma flauta ou uma sanfona...não ganhavam nada. Os donos davam um
sanduíche, uma cerveja. Fazíamos coleta. Os fregueses, quando pediam uma música,
deixavam um dinheirinho qualquer".


As referências bibliográficas deste texto podem ser encontradas no trabalho
completo disponível em nossa página "Empório",
"O Violão Paulistano na Década de 30" de Cláudio Sant´Ana.
 
 

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